ROBERT FLAHERTY – (EUA – 1922) - (50 min/Mudo)
Robert Flaherty é um dos pioneiros do documentarismo que desde muito cedo se sentiu fascinado pelo cinema. No início de 1913 decide filmar a vida dos esquimós, compartilhando o seu quotidiano, fascinado por aquela gente que luta diariamente pela sobrevivência. No entanto as condições em que era guardada a película não eram as melhores e o impensável aconteceu naturalmente, quando um incêndio destruiu o trabalho do cineasta. Inconformado pelo sucedido Robert Flaherty decide, anos depois, retomar as filmagens graças ao apoio da firma francesa Revillon e com a ajuda de Nanook e da sua família oferece-nos o seu olhar sobre a vida deste povo que vivia bem longe da dita “civilização”. A forma como os esquimós encararam as filmagens, demonstrando um naturalismo fabuloso, irá contribuir decididamente para o sucesso do filme de Robert Flaherty. Estreado em 1922, transforma-se rapidamente num êxito estrondoso, continuando a ser nos dias de hoje um dos grandes marcos do documentarismo. Em Nova Iorque eram vendidas nos cinemas peças ditas oriundas dessa região, mas os actores não profissionais desta película nunca viram as suas condições de vida alteradas e, dois anos depois das filmagens, Nanook irá morrer na terra que o viu nascer ao frio e à fome.
PS - Recentemente a TV5 exibiu um excelente documentário sobre o filme.
Rui Luís Lima (*****)
Paula Nunes Lima (****)

3 comentários:
A vida nos Pólos é um desafio!
Bom cinema, independentemente de ser documental ou não.
Bom fim de semana
João de Cantanhede
Uma obra única no cinema, a sua feitura foi uma verdadeira aventura.
Alvaro Seve
Filme descoberto aquando do ciclo Robert Flagerty, na Cinemateca.
Rui Luís Lima
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