O CAVALEIRO DAS TREVAS / THE DARK KNIGHT
CHRISTOPHER NOLAN – (EUA – 2008) – (152 min/Cor)
CHRISTIAN BALE, HEATH LEDGER, AARON ECKHART, MICHAEL CAINE, MAGGIE GYLLENHALL, GARY OLDMAN, MORGAN FREEMAN, ERIC ROBERTS.
“O Cavaleiro das Trevas” cumpriu em pleno a aposta dos Estúdios ao tornar-se num dos filmes mais rentáveis de sempre, batendo “Spider-Man 3” e conquistando uma enorme lista de admiradores, ao mesmo tempo que se fala num Oscar póstumo para Heath Ledger pela sua interpretação na figura de “The Joker”, vilão anteriormente interpretado por Jack Nicholson, no primeiro filme realizado por Tim Burton. Christopher Nolan o cineasta de “Memento”, que ainda em criança começou a usar a câmara de super 8 do pai, surge assim como um dos autores de um dos filmes mais rentáveis de sempre.
Mas como o direito à opinião contrária ainda existe, gostaríamos de dizer que os “Batman” realizados por Tim Burton permanecem os nossos favoritos e, claro, gostamos muito mais do “Joker” criado pelo Jack Nicholson. Quanto a Heath Ledger, infelizmente falecido recentemente e possuidor de uma larga legião de admiradores, cumpre no papel que dá ao seu vilão, mas a sua interpretação não nos parece merecer o tão falado Oscar póstumo, recorde-se que até James Dean, que nunca viu nenhum dos filmes que protagonizou em vida, teve essa honra, por outro lado esse grande actor chamado Peter Finch que recebeu o Oscar postumamente pela sua interpretação em “Network” / “Escândalo na TV” de Sydney Lumet foi bem merecedor desse prémio.
No entanto “The Dark Night” cumpriu com todos os mandamentos dos “blockbusters”, desde a duração da película, as célebres duas horas e meia (embora só ao fim de uma hora agarre o espectador), como a direcção de actores de Christopher Nolan é escorreita, mas daí a ser coberto de prémios vai uma grande distância.
Quando Tim Burton foi substituído por Joel Schumacher ao leme de “Batman”, porque os Estúdios temiam a terceira realização de Burton, o resultado foi uma banda desenhada pensada a preto e branco passar a ter cor, mas melhor do que ninguém Tim Burton foi fiel ao “comic” criado por Bob Kane. Por outro lado o Batman de Christian Bale fica a milhas de distância do criado por Michael Keaton. É certo que os irmãos Nolan carpinteiraram de forma perfeita o argumento, criando esse clima de pânico e terror que assalta os habitantes de Gotham City (muitas das cenas foram filmadas em Chicago), como espécie de metáfora do sucedido após os acontecimentos do 11 de Setembro nos States. Mas a falta de “glamour” com que nos é oferecida a personagem de Rachel (Maggie Gyllenhall), não contribuiu em nada para adensar o clima negro que se pretendia dar ao filme. É claro que Michael Caine e Morgan Freeman cumprem nos seus papeis, embora tenham muito pouca visibilidade, já Gary Oldman veste de forma perfeita o comissário Gordon, enquanto Aaron Eckhart cumpre em pleno o papel oferecido pelo realizador.
O Joker de Heath Ledger, símbolo perfeito do mal e do caos, terá sempre a sombra do sorriso sarcástico desse outro Joker interpretado por Jack Nicholson e, embora Heath Ledger tenha dado o seu melhor na criação da personagem a que deu vida, investindo todo o seu saber, nunca poderemos dizer que estamos perante um Charles Foster Kane.
“O Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan oferece-nos um filme em que esse justiceiro chamado Batman luta contra os seus próprios demónios, transformando-o num verdadeiro “out-sider” da lei, que termina por perder a sua amada em nome de um combate contra o crime, que ele já parece não dominar, perdendo os seus aliados de sempre e tornando-se “persona non grata” para os habitantes de Gotham City, ao mesmo tempo que obtém um novo inimigo, o célebre Two Face.
O mais recente Batman, realizado por Christopher Nolan, é inegável que possui o seu interesse, mas se Tim Burton estivesse ao comando do navio e Michael Keaton vestisse a pele do homem-morcego, o rumo teria sido certamente muito mais interessante.
Rui Luís Lima (**)
Paula Nunes Lima (**)
CHRISTOPHER NOLAN – (EUA – 2008) – (152 min/Cor)
CHRISTIAN BALE, HEATH LEDGER, AARON ECKHART, MICHAEL CAINE, MAGGIE GYLLENHALL, GARY OLDMAN, MORGAN FREEMAN, ERIC ROBERTS.
“O Cavaleiro das Trevas” cumpriu em pleno a aposta dos Estúdios ao tornar-se num dos filmes mais rentáveis de sempre, batendo “Spider-Man 3” e conquistando uma enorme lista de admiradores, ao mesmo tempo que se fala num Oscar póstumo para Heath Ledger pela sua interpretação na figura de “The Joker”, vilão anteriormente interpretado por Jack Nicholson, no primeiro filme realizado por Tim Burton. Christopher Nolan o cineasta de “Memento”, que ainda em criança começou a usar a câmara de super 8 do pai, surge assim como um dos autores de um dos filmes mais rentáveis de sempre.Mas como o direito à opinião contrária ainda existe, gostaríamos de dizer que os “Batman” realizados por Tim Burton permanecem os nossos favoritos e, claro, gostamos muito mais do “Joker” criado pelo Jack Nicholson. Quanto a Heath Ledger, infelizmente falecido recentemente e possuidor de uma larga legião de admiradores, cumpre no papel que dá ao seu vilão, mas a sua interpretação não nos parece merecer o tão falado Oscar póstumo, recorde-se que até James Dean, que nunca viu nenhum dos filmes que protagonizou em vida, teve essa honra, por outro lado esse grande actor chamado Peter Finch que recebeu o Oscar postumamente pela sua interpretação em “Network” / “Escândalo na TV” de Sydney Lumet foi bem merecedor desse prémio.
No entanto “The Dark Night” cumpriu com todos os mandamentos dos “blockbusters”, desde a duração da película, as célebres duas horas e meia (embora só ao fim de uma hora agarre o espectador), como a direcção de actores de Christopher Nolan é escorreita, mas daí a ser coberto de prémios vai uma grande distância.Quando Tim Burton foi substituído por Joel Schumacher ao leme de “Batman”, porque os Estúdios temiam a terceira realização de Burton, o resultado foi uma banda desenhada pensada a preto e branco passar a ter cor, mas melhor do que ninguém Tim Burton foi fiel ao “comic” criado por Bob Kane. Por outro lado o Batman de Christian Bale fica a milhas de distância do criado por Michael Keaton. É certo que os irmãos Nolan carpinteiraram de forma perfeita o argumento, criando esse clima de pânico e terror que assalta os habitantes de Gotham City (muitas das cenas foram filmadas em Chicago), como espécie de metáfora do sucedido após os acontecimentos do 11 de Setembro nos States. Mas a falta de “glamour” com que nos é oferecida a personagem de Rachel (Maggie Gyllenhall), não contribuiu em nada para adensar o clima negro que se pretendia dar ao filme. É claro que Michael Caine e Morgan Freeman cumprem nos seus papeis, embora tenham muito pouca visibilidade, já Gary Oldman veste de forma perfeita o comissário Gordon, enquanto Aaron Eckhart cumpre em pleno o papel oferecido pelo realizador.
O Joker de Heath Ledger, símbolo perfeito do mal e do caos, terá sempre a sombra do sorriso sarcástico desse outro Joker interpretado por Jack Nicholson e, embora Heath Ledger tenha dado o seu melhor na criação da personagem a que deu vida, investindo todo o seu saber, nunca poderemos dizer que estamos perante um Charles Foster Kane.“O Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan oferece-nos um filme em que esse justiceiro chamado Batman luta contra os seus próprios demónios, transformando-o num verdadeiro “out-sider” da lei, que termina por perder a sua amada em nome de um combate contra o crime, que ele já parece não dominar, perdendo os seus aliados de sempre e tornando-se “persona non grata” para os habitantes de Gotham City, ao mesmo tempo que obtém um novo inimigo, o célebre Two Face.
O mais recente Batman, realizado por Christopher Nolan, é inegável que possui o seu interesse, mas se Tim Burton estivesse ao comando do navio e Michael Keaton vestisse a pele do homem-morcego, o rumo teria sido certamente muito mais interessante.
Rui Luís Lima (**)
Paula Nunes Lima (**)



























































