As listas, do que quer que seja, são sempre ingratas. Então se se tiver que escolher livros, filmes, músicas, ainda mais. Há uma enormidade de critérios e na lista abaixo não estão todos os filmes da minha vida, concerteza. Mas já que é o factor divertimento que está em causa, estes 10 são alguns dos que vejo vezes sem conta (como também há livros e músicas nessa situação, que leio e oiço indefinidamente), sem me cansar. De alguns já sei, inclusive, bocados de diálogo (claro que, especialmente, do Costa do Castelo).
É este, então, o meu Top Ten de verdadeiro divertimento (poderiam, concerteza, estar aqui mais cem - e não é exagero!):
(ordem arbitrária)
"Casablanca" – Michal Curtiz – (1942) - Novamente o Bogart, desta vez na companhia da Ingrid Bergman. Se bem que seja mais antigo que o “African Queen”, acho que vi primeiro o anterior.Não consigo deixar de me comover em duas cenas: La Marselleise e na “generosidade” do Mr. Rick para com o jovem casal na roleta (que lhe vale ser abraçado e beijado pelos criados/refugiados do seu Café). Foi, certamente, “o começo de uma bela amizade”, para mim, com estes actores.
P.S. Não aconselho a versão colorida, a não ser que sejam apreciadores daqueles postais antigos, coloridos por cima do preto e branco.
"Star Wars 4, 5, 6"/"A Guerra das Estrelas", "O Império Contra-Ataca", "O Regresso do Jedi" – George Lucas - (1977, 1980, 1983) - Estão três aqui, eu sei!! É-me difícil escolher um favorito de ficção científica e estes três são o exemplo acabado de um filme de ficção científica com toda a espectacularidade de Hollywood.
Todos torcemos pelo Luke, Leia e Han Solo, certo?? E adorámos o 3PO e o R2D2!!!
"Costa do Castelo" – Arthur Duarte - (1943) - Se há filmes que me divertem, os do período áureo das comédias portuguesas estão todos nesta categoria. Escolher um não é fácil mas este vale, para mim, por um excepcional António Silva (“a onda bate na lâmpada e recua”) e por uma não menos brilhante Maria Matos com a sua personagem Mafalda (quem não se lembra do “Simplício... Mafalda”????)
"Bambi" – Walt Disney – (1942) - Conhecia a história apenas de livros e de alguns pedaços passados na TV quando, devia ter uns 15 anos, vi pela primeira vez este filme no grande ecrã (numa sala cheia de criançada). Encantaram-me duas personagens: a mãe do Bambi e seu amigo Tambor; o Bambi nem por isso (a idade não ajudou??? Se calhar!). "39 Steps"/"Os Trinta e Nove Degraus" – Alfred Hitchcock – (1935) - Este é o meu primeiro Hitchcock e, de certa forma, ficou a ser o favorito [já me alonguei na ficção científica, por isso não posso por aqui mais quatro ou cinco que não dispenso, sobretudo "The Trouble with Harry" / "O Terceiro Tiro", que descobri há muito pouco tempo].
Londres, a cinzenta Londres, como pano de fundo.
"The Big Chill" / "Os Amigos de Alex" – Lawrence Kasdan – (1983) - Quer a banda sonora, quer a história, fazem parte de um ideal de transição adolescência - fase adulta, com aquele grupo de amigos que nos acompanha uma vida inteira mesmo se não falamos com eles anos e anos a fio.
"Ninotchka" – Ernst Lubitsch – (1939) -Há duas Ninotchka’s, mas a minha favorita é esta do Lubitsch, com uma Greta Garbo cómica, de oficial russa, rendida às teias amorosas que Paris tece.Nota: a outra chama-se Silk Stockings e é a versão musical do filme do Lubitsch e vale sobretudo pelos três camaradas russos de Ninotchka.
"Jumping Jack Flash" – Penny Marshall – (1986) - Há filmes que nos divertem sem precisar de se explicar o que quer que seja. É o que se passa com este, no qual Whoopi Goldberg é a actriz principal, numa história de crime e mistério, via net (quando ainda não se falava dela), com o final feliz que se espera.
Desde este filme que espero ver, um dia, o Mick Jagger a cantar com pantufas em palco qual Whoopi arranhando o “Jumping Jack Flash – It’s a gas gas gas”.
Paula Nunes Lima






Se, por qualquer motivo que seja, alguma vez estiveram numa situação em que os sons à vossa volta e os sinais (sobretudo os caracteres alfabéticos) vos fossem completamente estranhos e se sentissem isolados do mundo, então pode começar por aí a vossa empatia com o Viktor Navorsky (Tom Hanks) que, devido a uma falha no sistema burocrático, fica “encalhado” no aeroporto JFK ao chegar à América, vindo da fictícia Krapozia (qualquer país do Leste Europeu em ebulição).

















































































