Terça-feira, Dezembro 19, 2006

OS 10 MELHORES CINEASTAS DE SEMPRE

(SEGUNDO A OPINIÃO DOS REALIZADORES)

1 – ORSON WELLES
2 – FEDERICO FELLINI
3 – AKIRA KUROSAWA
4 – FRANCIS FORD COPPOLA
5 – ALFRED HITCHCOCK
6 – STANLEY KUBRICK
7 – BILLY WILDER
8 – INGMAR BERGMAN
9 – MARTIN SCORSESE
9 – DAVID LEAN
9 – JEAN RENOIR

Continuando a leitura das listas da revista “Sight and Sound”, apresentamos hoje os 10 melhores cineastas de sempre, segundo a opinião dos realizadores que participaram nesta sondagem. Curioso será comparar a sua lista com a dos críticos cinematográficos.

Orson Welles é considerado por ambas as partes o melhor cineasta de todos os tempos, mas logo a seguir surge Federico Fellini, Mestre Italiano, que os críticos tinham colocado em sétimo lugar. Depois, em terceiro, temos Akira Kurosawa que, no final da vida, foi obrigado a fazer no Japão anúncios a whisky como meio de sobrevivência, já que ninguém desejava produzir os seus projectos.

Encontramos Francis Ford Coppola logo a seguir, esse maverick que desejou com a sua Zoetrope Studios criar um sistema alternativo aos Grandes Estúdios, mas esse musical único intitulado “One From the Heart” / “Do Fundo do Coração” iria decretar a sua falência.
Curiosamente, o cineasta que para a crítica ocupa o segundo lugar, Sir Alfred Hitchcock, para os seus colegas na profissão ocupa a quinta posição, nesta lista de melhores cineastas de sempre e somos forçados a verificar que estas listas de cinema por vezes são traiçoeiras, levando a memória a esquecer-se da História do Cinema. Será por acaso que David Wark Griffith está ausente das quatro listas?


Stanley Kubrick, o cineasta que “fugiu” da América para o sossego pastoril das ilhas britânicas, apesar de possuir uma não muito extensa cinematografia, possuía o dom de transformar em obras-primas as suas películas, através de uma maturidade cinematográfica e de uma temporalidade sui generis.
Logo atrás, temos esse cineasta perfeito chamado Billy Wilder, que usou a comédia como principal difusora da palavra, levando a sua mensagem às cinco partes do mundo e, embora não tenha nenhuma película nas dez mais, basta recordar “O Apartamento” para nunca mais o seu nome deixar a nossa memória.

Ingmar Bergman é outro cineasta que não possui nenhum filme no “top ten” desta última década mas, certamente, o seu “Fanny e Alexander” em breve fará parte da lista, para já não falarmos da sua obra na globalidade, mas também em particular essa outra obra-prima, intitulada simplesmente “Persona”.
Martin Scorsese, o mais cinéfilo de todos os cineastas, surge mencionado no nono lugar, na companhia de David Lean e Jean Renoir, sendo de todos os cineastas mencionados aquele que se encontra ainda em plena actividade, embora a Academia de Hollywood não lhe reconheça os méritos.

Já o britânico David Lean será sempre recordado pelas suas superproduções, sem “écran azul” e com figurantes de carne e osso, bastando recordar esse épico chamado “Lawrence da Arábia”, mas também nunca nos poderemos esquecer da sua mão de Mestre em obras mais intimista como o fabuloso “Brief Encounter” / “Breve Encontro”.
A terminar temos Jean Renoir, que no final dos seus dias trocou a França pelo Novo Mundo e nos ofereceu uma bela e perfeita filmografia, onde essa obra-prima “A Regra do Jogo” nos ensina que “todos tem as suas razões”… talvez por isso estas listas dos melhores sejam sempre aquele jogo de cinéfilos, em que as dúvidas são mais que as certezas, talvez por isso, como diria François Truffaut, seja melhor fazermos a tal lista mais pessoal, ainda mais polémica, intitulada “os filmes da minha vida”, mas de certeza muito mais apaixonante para os seus autores!

Rui Luís Lima

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

OS 10 MELHORES FILMES DE SEMPRE

NA OPINIÃO DA CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA

Como referimos anteriormente a revista “Sight and Sound” promove todas as décadas um inquérito junto da crítica cinematográfica mundial, acerca dos 10 melhor filmes de sempre. Já vimos anteriormente a opinião dos cineastas, vejamos agora a votação da crítica, onde poderemos encontrar nomes como Peter von Bagh, Michel Chion, Ian Christie, Michel Ciment, Richard Dyer, Roger Ebert, Kent Jones, Donald Richie, Jonathan Rosenbaum, Tadao Sato, David Thomson, Peter Wollen, entre muitos outros.

1 – “Citizen Kane” / ”O Mundo a Seus Pés” (Orson Welles)
2 – “Vertigo”/ ”A Mulher Que Viveu Duas Vezes” (Alfred Hitchcock)
3 – “La Règle du Jeau” / ”A Regra do Jogo” (Jean Renoir)
4 – “The Godfather I e II” / “O Padrinho I e II” (Francis Coppola)
5 – “Tokyo Monogatori” / “Viagem a Tóquio” (Yasujiro Ozu)
6 – “2001: A Space Odyssey” / “2001:Odisseia no Espaço” (Stanley Kubrick)
7 – “Bronenosets Potemkine” / “O Couraçado Potemkine” (Sergei Eisenstein)
7 – “Sunrise” / “Aurora” (F.W.Murnau)
9 – “8 ½” (Federico Fellini)
10 – “Singin’In the Rain” / “Serenata à Chuva” (Stanley Donen/Gene Kelly)

Como poderemos verificar tanto os cineastas como os críticos cinematográficos que responderam ao inquérito da “Sight and Sound” ambos consideram “Citizen Kane” como o Melhor filme de sempre. Mas ao contrário dos cineastas, a crítica colocou nos dez primeiros duas películas da época do mudo: “O Couraçado Potemkine” e “Sunrise”, respectivamente de Eisenstein e Murnau. Poderíamos dizer que Griffith e Chaplin estão ausentes dos dez mais, no entanto é sempre difícil fazer uma lista destas devido às obras-primas que a Sétima Arte tem oferecido ao mundo.
Nos três primeiros lugares temos um americano, um inglês e um francês… fazendo ainda parte da lista um japonês (Ozu – tão amado pela crítica), um russo (Eisenstein), um alemão (Murnau) e um italiano (Fellini). Apenas David Lean, Vittorio de Sica e Akira Kurosawa saíram da lista dos dez melhores da crítica cinematográfica. Porém Akira Kurosawa figura na lista da crítica no 11º lugar com “Os Sete Samurais” e em 13º lugar com “Às Portas do Inferno”, verificando-se uma certa proximidade entre as duas listas, a que não será alheia a cultura cinematográfica dos participantes, sejam eles cineastas ou críticos. O Cinema contínua a ser a síntese de todas as Artes.

Rui Luís Lima

Domingo, Dezembro 17, 2006

OS MELHORES ARGUMENTOS CINEMATOGRÁFICOS DE SEMPRE!

Quando se fala em lista de melhores de sempre, elas nascem como cogumelos… “elas, as listas…”, desta feita foi em Los Angeles. Os embros da Writers Guild of América, anunciaram em Beverly Hills os resultados da votação dos melhores argumentos de sempre.
Patric Verrone o Presidente da WGA, que conta com cerca de 1400 assocados, anunciou os resultados e eles foram os seguintes:

1 – “Casablanca” - Julius e Philip Epstein e Howard Koch
2 – “The Godfather” – Mario Puzo e Francis F.Coppola
3 – “Chinatown” – Robert Towne
4 – “Citizane Kane” – Herman Mankiewicz e Orson Welles
5 – “All About Eve” / “Eva” – Joseph Mankiewicz

A feitura do argumento de “Casablanca” foi um verdadeiro épico e os gémeos Epstein sempre o confirmaram, mas a intervenção de Howard Koch foi fundamental.
Quanto a “O Padrinho” o trabalho do cineasta com o escritor, melhor dizendo… Francis com Mário, foi das melhores parcerias da História do Cinema.
Já Robert Towne revelou-se um perfeito herdeiro do “film noir” com o seu “Chinatown”, embora o nome de Ernest Lehman, argumentista de Hitchcock, também, não ficasse mal nos cinco primeiros.

No respeitante ao melhor filme de todos os tempos, segundo a votação da “Sight and Sound”, da qual já falámos, em post anterior, a colaboração na feitura do argumento entre Herman Mankiewicz e Orson Welles, é um tanto misteriosa mas perfeita, embora Hearst não tenha gostado nada de se ver retratado no filme com a sua “amante” Marion Davies (a “Autobiografia” de Charles Chaplin é bastante elucidativa acerca desta relação, assim como o filme de Peter Bogdanovich “The Cat’s Meow”) e poucos sabem o significado da palavra “Rosebud”… nos lábios de Kane/Welles era o trenó, imagem da infância perdida… e nos lábios de Hearst qual o seu significado?

Por fim chegamos a essa obra-prima perfeita, onde a palavra é transformada em obra de Arte, através da escrita do Génio Joseph Mankiewicz. É certo que ainda alguns lhe chamam o censor de Scott Fitzgerald em Hollywood. Mas o certo é que os argumentos escritos por Joseph Mankiewicz, são verdadeiros tratados da palavra e todos sabemos como o álcool invadiu a escrita do mais célebre escritor da idade do jazz.
“Eva” / “All about Eve” é o argumento mais-que-perfeito, escrito por um cineasta, produtor e argumentista genial chamado Joseph Manliewicz, que nunca realizou obras menores.

Rui Luís Lima

Sábado, Dezembro 16, 2006

OS 10 MELHORES CINEASTAS DA HISTÓRIA DO CINEMA

(SEGUNDO A CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA)

1 – ORSON WELLES
2 – ALFRED HITCHCOCK
3 – JEAN-LUC GODARD
4 – JEAN RENOIR
5 – STANLEY KUBRICK
6 – AKIRA KUROSAWA
7 – FEDERICO FELLINI
8 – JOHN FORD
9 – SERGEI EISENSTEIN
10 – FRANCIS FORD COPPOLA
10 – YASUJIRO OZU

Continuando a analisar a listagem dos dez mais, publicada todas as décadas pela revista “Sight and Sound” do British Film Institute, chegou a vez de nos debruçarmos sobre as listas dos melhores realizadores de sempre, segundo a crítica cinematográfica e também segundo a opinião de diversos realizadores.

A lista da crítica é deveras incontornável, já que nela figura em primeiro lugar Orson Welles que já tinha visto o seu filme “Citizen Kane” considerado o melhor filme de todos os tempos segundo a crítica e também na opinião dos cineastas.
Depois é o Mestre do Suspense como não poderia deixar de ser, embora a sua obra americana tenha maior peso nestas “coisas”, do que o período inglês.
E como disse um dia George Sadoul… “há um cinema antes e depois de Godard” e como tal, o mais critico dos críticos, talvez até mais “terrorista” do que Truffaut na fase heróica dos Cahiers du Cinema, surge Jean-Luc Godard, que aplicou o seu ponto de vista crítico no celulóide ao longo dos anos, sendo incontornável o seu contributo à Sétima Arte… as suas Histórias do Cinema são fundamentais assim como a sua filmografia, para seguirmos o pulsar do mundo.

Jean Renoir, o eterno amado pela crítica europeia, surge em quarto lugar, logo seguido pelo génio da perfeição, Stanley Kubrick que explorou todos os géneros cinematográficos e nunca repetindo um filme, é um dos mais célebres autores.
Depois Federico Fellini, um dos mais amados cineastas europeus da crítica norte-americana, seguindo-se o Homem que atravessou a História do Cinema, desde o mudo até ao fim do sistema dos Estúdios, vendo ainda nascer as novas tendências, de seu nome John Ford… ou seja… “my name is John Ford and i make westerns”.
Quase de mãos dadas com Ford, o seu admirador russo Sergei Eisenstein, o cineasta do “maldito” “Que Viva México!” e que tanto admirava o “Young Mr.Lincoln” de Ford.
A terminar dois cineastas tão distantes entre si, no mesmo lugar o décimo… Yasujiro Ozu, o Mestre do Quotidiano e do olhar terno, apaixonado pelas suas personagens… ao lado do “maverick” Francis Ford Coppola que pagou um preço demasiado elevado para o seu sonho de visionário criado no interior dos seus Estúdios.

Rui Luís Lima

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

OS 10 MELHORES FILMES DE SEMPRE

Já lá vão cinco décadas que a lendária revista “Sight and Sound”, do British Film Institute, realiza junto da crítica mundial, de cineastas das mais diversas latitudes, de escritores/argumentistas do planeta, uma sondagem acerca dos 10 melhores filmes de sempre. Para os cineastas, nos quais encontramos nomes como Bernardo Bertolucci, Roger Corman, Milos Forman, Terence Davies, Paul Schrader, Mrinal Sen, entre muitos outros, os 10 melhores filmes de sempre são:

1 – “Citizen Kane” / “O Mundo a Seus Pés” (Orson Welles)
2 – “The Godfather I e II” / “O Padrinho I e II” (Francis Coppola)
3 – “Fellini 8 ½” /Federico Fellini)
4 – “Lawrence of Arabia” / “Lawrence da Arabia” (David Lean)
5 – “Dr. Strangelove” / “Dr. Estranhoamor” (Stanley Kubrick)
6 – “Ladri di Biciclette” / “Ladrões de Bicicletas” (Vittorio de Sica)
6 – “Raging Bull” / “O Touro Enraivecido” (Martin Scorsese)
6 – “Vertigo” / “A Mulher Que Viveu Duas Vezes” (Alfred Hitchcock)
9 – “Rashomon” / “Às Portas do Inferno” (Akira Kurosawa)
9 – “La Regle du Jeu” / “A Regra do Jogo” (Jean Renoir)
9 – “Sichinin no Samurai” / “Os Sete Samurais” (Akira Kurosawa)

Encontramos assim “Citizen Kane” como o filme que mais influenciou a História do Cinema, logo seguido da Saga de “O Padrinho”. Nesta lista temos quatro cineastas americanos (Welles, Coppola, Kubrick e Scorsese), dois ingleses (Lean e Hitchcock), dois italianos (Fellini e De Sica), um francês (Renoir) e um japonês (Kurosawa) com duas películas nos 10 melhores filmes de todos os tempos.
Como todos sabemos, as listas dos “melhores” no Cinema tem o valor que cada um lhes oferece, mas a sua importância, quando os votantes são membros da profissão e conhecedores da Sétima Arte, termina por surgir como referência para todos aqueles que se interessam pela Magia do Cinema.

Rui Luís Lima