Sábado, Setembro 30, 2006

“PLANETA HOLLYWOOD”

NICOLAS CAGE NA TAILÂNDIA


Quando Francis Ford Coppola rodou “Apocalipse Now”, nas Filipinas, viu muitas vezes as filmagens interrompidas porque os célebres helicópteros da Cavalaria do Céu eram requisitados pelo governo para combater a guerrilha, para além de furacões que destruíram os cenários construídos na selva ou o ataque cardíaco sofrido por Martin Sheen. O seu sobrinho Nicolas Cage, que certamente leu o Dário da rodagem escrito pela tia Eleanor Coppola “Notes of Making of Apocalipse Now”, também se está a dar mal no continente asiático.
“Time to Kill” que se encontrava a rodar na Tailândia (um “remake” de “Bangkok Dangerous” dirigido precisamente pela mesma dupla de cineastas da primeira película Danny Pang e Oxide Pang Chun) teve as filmagens interrompidas devido ao golpe de estado dos militares. A produtora aconselhou os actores e restante equipa a recolherem aos hotéis e aguardarem pelo evoluir da situação. Como até à data ainda não foi disparado um tiro e tudo indica que uma solução pacífica foi encontrada, o actor certamente já não irá necessitar de usar o seu jacto pessoal, que se encontra no aeroporto para regressar são e salvo aos States. Nicolas Cage sabia que todos os cuidados são poucos quando se está a rodar um filme na Ásia, porque sobrinho de peixe sabe nadar!

Rui Luís Lima

Sexta-feira, Setembro 29, 2006

“PLANETA HOLLYWOOD"

“O REGRESSO DE COURTNEY LOVE”


Courtney Love, depois de mais uma recuperação (após ter caído no abismo da droga), está a preparar o seu regresso, tanto ao grande écran como à área musical. O mais famoso canal da BBC, o Channel 4, está a preparar um documentário, ainda sem título definitivo, onde ela relata na primeira pessoa a sua luta no fundo do abismo com os seus fantasmas. Após a estreia da película, será a vez de entrar em estúdio e gravar um novo disco. Todos nos recordamos da sua inesquecível interpretação no filme de Milos Forman, “Larry Flint”. Numa época em que o Documentarismo está de excelente saúde, chegou a altura de descobrirmos o retrato íntimo e na primeira pessoa de uma das personalidades mais controversas do mundo do espectáculo.

Rui Luís Lima

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

“PLANETA HOLLYWOOD" – 3

“BRUCE WILLIS DEMOCRATA!”

Vincent Gallo já pode dormir descansado; este realizador, actor, rocker, modelo e um fervoroso adepto da política republicana viu partir para o lado democrata Bruce Willis, também ele conhecido pelas suas posições republicanas em Hollywood. Mas enquanto Gallo se fica pelo cinema indie, já a star Willis, homem de Hollywood e dos Estúdios, mesmo depois de ter surgido ao lado de George Bush, decidiu partir e declarar que é democrata e que “seria óptimo se construíssem menos três bombas por mês e dessem esse dinheiro para cuidar do ambiente”. Pelos vistos a cruzada ambientalista de Al Gore, uma verdade inconveniente para muitos, está a gerar os seus frutos. Mas será que Bruce Willis deixou mesmo de votar Republicano ou apenas desistiu de apoiar a política bélica do inquilino da Casa Branca?

Rui Luís Lima

ANTE-ESTREIA

“ONDAS INVISIVEIS” / “INVISIBLE WAVES”

de PEN-EK RATANARUANG

com TADANOBU ASANO, HYE-JEONG KANG, MARIA CORDERO

De certeza que poucos viram “Fun Bar Karaoke”, datado de 1997, a película de estreia de Pen-Ek Ratanaruang que surpreendeu o Festival de Berlim. Cineasta nascido em Bangkok, na Tailândia em 1962, esta semana verá estreado no nosso país a sua longa-metragem “Ondas Invisíveis” / “Invisible Waves”, que mais uma vez voltou a surpreender Berlim e o seu Festival. Desta vez Pen-Ek conta-nos a história de Kyoji um assassino contratado, que descobre que o seu trabalho é matar a sua própria amante, Seiko, sendo o mandatário o seu próprio marido. Depois do trabalho executado o remorso passa a ser o seu principal inimigo. Como irá ele viver perseguido pela culpa é o tema fulcral desta película. Será sempre de referir que a fotografia foi entregue ao genial Christopher Doyle, o célebre director de fotografia de Wong Kar-Wai e do último filme de James Ivory, rodado na China.
Rui Luís Lima

Quarta-feira, Setembro 27, 2006

“ANTE-ESTREIA”

“NUNCA TANTOS FIZERAM TÃO POUCO” / “CLERKS I I “

KEVIN SMITH

BRIAN O’HALLORAN, JEFF ANDERSON, ROSARIO DAWSON, KEVIN SMITH.

Kevin Smith está de volta na pele do personagem que lhe deu fama, o célebre Silent Bob. “Nunca Tantos Fizeram Tão Pouco” é a continuação das aventuras de Dante Hicks, Randal Graves e Silent Bob. Recorde-se que o primeiro “Clerks” data de 1994, com este “Clerks II” estamos não só perante uma sequela, mas também com o sexto capítulo das aventuras do grupo. Eles são “Clerks”, “Mallrats”, “Chasing Amy”, o controverso “Dogma” que tanta tinta fez correr, “Jay and Silent Bob Strike Again” e este “Clerks II” / “Nunca Tantos Fizeram Tão Pouco”. Desta feita o supermercado de New Jersey (Kevin é um “Jerseyiano” de gema, orgulhoso das suas origens) deu lugar a um restaurante, mas os anos também passaram por eles e a vida, quando surgem os “laços matrimoniais” e nascem os rebentos, leva-os a olharem o passado com nostalgia e a encarar o presente de uma forma menos anárquica e irresponsável q.b.
Kevin Smith é o homem dos sete instrumentos, como diz a canção de Sérgio Godinho, ou seja realiza, interpreta, escreve o argumento, por vezes faz a montagem, para além de possuir uma loja de “comic-books”, colaborar na “Arena” e ainda ter tempo para fazer uma “perninha” na feitura de curtas para o programa do seu amigo Jay Leno. Para quem o trabalho pelos vistos não mete medo, vamos ver como ele se sai neste “Nunca Tantos Fizeram Tão Pouco”.

Rui Luís Lima
“PLANETA HOLLYWOOD - 2”

Todos nos recordamos, na obra-prima de John Landis “O Dueto da Corda”, do show dado por James Brown na Igreja Baptista de South Chicago, depois de a luz ter iluminado o espírito de John Belushi, um dos Blues Brothers, do seu grito “I see the Light!”. Mas desta vez a luz do Céu deu lugar às chamas do fogo que terminou por destruir a Igreja. Depois da partida de John Belushi, através de uma overdose, foi a vez da tal Igreja também partir, mais de vinte anos depois… resta-nos o filme e a sua memória no Planeta Hollywood.

Rui Luís Lima

Terça-feira, Setembro 26, 2006

“ANTE-ESTREIA”

“A SENHORA DA ÁGUA” / “LADY IN THE WATER”

M.NIGHT SHYAMALAN

PAUL GIAMATTI, BRYCE DALLAS HOWARD, JEFFREY WRIGHT

M. Night Shyamalan está de regresso ao grande écran, o cineasta de “A Vila” / “The Village”, que conquistou Hollywood ao realizar “O Sexto Sentido” / “The Sixth Sense”, já lá vão uns anos valentes e que desde então tem enchido as salas, é considerado por alguns como o herdeiro de Hitchcock; mas nestas coisas do suspense nem tanto ao mar, nem tanto à terra, Hitch é único, mas adiante porque de suspense Shyamalan é o autor perfeito, recorde-se que ele é o autor das histórias que leva ao grande écran. Como em Hollywood as alianças são para se manter, regressa com ele a filha do inefável Ron Howard… Miss Bryce Dallas que depois de fazer de “ceguinha” em “A Vila”, é desta vez uma misteriosa ninfa que surge numa piscina de um complexo de apartamentos, naif e misteriosa quanto basta ao lado de um Paul Giamatti que trocou a soalheira Califórnia e os seus deliciosos vinhos por um pesadelo que parece não ter fim. Quem são as criaturas que perseguem a bela e “inocente” senhora das águas é o que iremos descobrir nesta película, que promete suspense quanto basta e mais um daqueles finais dignos de Shyamalan.

Rui Luís Lima
“PLANETA HOLLYWOOD – 1”

Keith Richards, aos 62 anos, continua a ser uma superstar do “rock and roll”, já lá vão mais de quarenta anos rolando pela estrada do rock mas a auto-estrada do cinema, sem pedras nem fendas, verificou-se muito mais penosa para o guitarrista do que os atalhos do rock e blues. Convidado pelo realizador Gore Verbinski para encarnar o pai desse mito criado por Johnny Depp em “Os Piratas das Caraíbas” / “Pirates of the Caribbean - Dead Man's Chest”, a sequela que invadiu os écrans este verão e encheu de dollars os responsáveis da Disney, o guitarrista teve imensas dificuldades ou seja foram muitos os takes até se conseguir o perfeito “cameo” de Keith Richards na película. Mas a verdade é que ele está soberbo na figura do “daddy” desse pirata que continua a seguir a linha do horizonte em busca de novas aventuras, deixando para trás a caravela de Errol Flynn!

Rui Luís Lima