Quarta-feira, Maio 31, 2006

PALMARÉS DO 59ª FESTIVAL DE CANNES


Penelope Cruz
"uma das mulheres"
de "Volver"

PALMA DE OURO
“THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY”
KEN LOACH

GRANDE PRÉMIO DO JURI
“FLANDRES”
BRUNO DUMONT

PRÉMIO DO ARGUMENTO
“VOLVER”
PEDRO ALMODOVAR


PRÉMIO DA REALIZAÇÃO
“BABEL”
ALEJANDRO GONZALES IÑARRITU

PRÉMIO INTERPRETAÇÃO MASCULINA
“INDIGÈNES”
JAMEL DEBBOUZE, SAMY NACÉRY, ROSCHID ZEM, SAMI BOUAJILA, BERNERD BLANCON.

PRÉMIO INTERPRETAÇÃO FEMININA
“VOLVER”
PENELOPE CRUZ, CARMEM MAURA, LOLA DUÉNAS, BLANCA POTILLO, YOHANA COBO, CHUS LAMPREAVE.

PRÉMIO DO JURI
“RED ROAD”
ANDREA ARNOLD

CÂMARA DE OURO
“12:08 À L’EST DE BUCAREST”
CORNELIU PORREMBOIER

PALMA D’OURO DA CURTA-METRAGEM
“SNIFFER”
BOBBIE PEERS

PRÉMIO NORMAN McLAREN
“SNIFFER”
BOBBIE PEERS

PRÉMIO FRANÇOIS CHALAIS
“INDIGÈNES”
RACHID BOUCHAREB

Terça-feira, Maio 30, 2006

59º FESTIVAL DE CANNES !!!


Ken Loach vencedor da Palma d'Ouro

O Festival de Cannes continua a ser o mais importante e as decisões do Júri dão sempre azo a diversas considerações.
Desta vez, o Júri presidido por Wong Kar-Wai, decidiu manter um certo equilíbrio estético e ideológico, ao mesmo tempo que introduziu na lista de vencedores da Palma d’Ouro um repetente, ou seja Ken Loach com a película “The Wind That Shakes the Barley” onde, mais uma vez, o “último cineasta marxista” nos oferece a sua visão da História, através do conflito irlandês que opôs Republicanos Irlandeses ao poder Britânico. Este conflito tantas vezes retratado no cinema, desde John Ford até Neil Jordan, surge aqui em toda a sua pujança, demonstrando como o cinema dito político ou politizado continua vivo, na área da ficção.

A França a jogar em casa, como sempre, recebeu o Prémio do Júri através da película de Bruno Dumont, “Flandres”, um filme sobre a guerra ou, melhor, o conflito que tem oposto os Homens ao longo dos séculos, não sendo necessário qualquer caução histórica, ao contrário de Loach, devido ao facto de, para Dumont, estarmos em permanente estado de guerra já não existindo guerras boas em oposição às guerras más, apenas a barbárie vive no seu interior. Quanto a Rachid Bouchareb e ao seu “Indigènes” falaremos mais adiante.

Pedro Almodovar e "Volver"
Prémio do Melhor Argumento

Pedro Almodovar, apontado desde o início como um dos grandes favoritos através da sua película “Volver” viu, mais uma vez, a Palma d’Ouro fugir-lhe das mãos recebendo apenas o Prémio para o Melhor Argumento ao mesmo tempo que as “suas seis mulheres” obtinham o Prémio da Melhor Interpretação Feminina, um prémio, digamos colectivo, para as suas eleitas. E neste caso de “colectivo” o Júri optou pela mesma solução no respeitante à Melhor Interpretação Masculina, premiando os actores de “Indigènes” de Rachid Bouchareb, que aborda a participação dos militares berberes na libertação da França durante o jugo nazi, um daqueles episódios da Segunda Grande Guerra, que teimava em permanecer esquecido da História do Cinema.
Quanto ao Prémio da Melhor Realização, este foi parar às mãos de Alejandro Gonzales Iñarritu pelo seu “Babel”, uma película que aborda o “estado das coisas” no mundo em que vivemos.

Numa altura em que se aguarda com expectativa a apresentação do último filme de Oliver Stone, “9/11” sobre os acontecimentos do 11 de Setembro que abalaram a América, certamente polémico como já é habitual no cineasta norte-americano, do qual Cannes viu um pequeno excerto, cuja estreia poderá vir a ser agendada para o Festival de Veneza, foi apresentada em Cannes a versão restaurada do fabuloso “Platoon”.
No Festival os americanos ficaram ausentes do Palmarés principal e o tão aguardado terceiro filme de Sofia Coppola, “Marie-Antoinette”, que surgiu ladeada pelos pais, não recebeu a bênção do Júri nem da crítica, ficando-se pelo Prémio da Educação Nacional, devido ao seu valor pedagógico.
Quanto ao Prémio do Júri foi para “Red Road” de Andrea Arnold, premiando uma certa forma de fazer cinema, muito próxima das regras do “Dogma”.

Portugal esteve presente com dois filmes, um em competição “Juventude em Marcha” de Pedro Costa, um regresso indirecto a um local perdido (Bairro das Fontainhas) através dos seus habitantes, uma geografia que está a marcar decididamente a filmografia de Pedro Costa.
Já Teresa Vilaverde, com “Transe”, na Quinzena dos Realizadores, percorre lugares “estranhos” ao nosso território, ou seja, a nossa identidade cinematográfica dissolve-se no interior de outras línguas e culturas.
Cada vez mais, a singularidade de que foi feito o cinema novo português já não constitui um trunfo, adquirindo um estatuto de ausência das suas raízes e costumes. Olhar o cinema de Pedro Almodovar será assim tão difícil?

Rui Luís Lima

Sexta-feira, Maio 05, 2006

"STAR WARS"... E A SAGA DA "GUERRA DAS ESTRELAS" NÃO TEM FIM !!!

Pensávamos todos já ter visto tudo o que havia para ver no que diz respeito a "StarWars" / "A Guerra das Estrelas", nas suas diversas versões: longas metragens no cinema, edição video, edição DVD, edição especial de 2004 em DVD (de acordo com George Lucas, esta edição teria finalmente tudo aquilo que ele queria ter visto no grande ecran).
Eis senão quando aparece a notícia que, dados os inúmeros pedidos de fãs, vai aparecer uma nova edição em DVD dos filmes da saga, mas desta vez a versão dos filmes para cinema, ou seja os movies dos anos setenta, sem as adições de cenas efectuadas à posteriori para o relançamento/reposição no cinema e que mais tarde sugiram em video e DVD.
Será que esta saga nunca mais vai ter fim??? Ouve-se por aí falar de episódios para a TV!!!

Paula Nunes Lima